Com relação ao risco do aumento do nível do mar o Dr. Carlos Nobre esclareceu que o Brasil tem relativamente poucas áreas com até 5m acima do nível do mar sendo que a maior parte destas áreas são ainda remotas, no entanto, as áreas nestas condições e com populações estão principalmente nas cidades do Rio de Janeiro, Recife, Santos e São Vicente e se o nível do mar subir em 1m seria necessário desalojar 200 mil pessoas somente em uma grande favela do Rio do Janeiro e que o INPE tem um estudo sobre as mudanças futuras de temperaturas, chuvas e ventos para cada região do país (este estudo esta disponível no site aquecimentoglobal.com.br) onde um dos pontos mais importantes: Abastecimento de água: As grandes cidades podem ter problemas com o fato das chuvas tornarem-se mais episódicas ou seja choverá a mesma quantidade porém e pancadas mais fortes e irregulares ao longo do ano.
Agricultura: Teremos queda nas produções de milho, trigo, soja, arroz e feijão.
Doenças: Existe uma previsão para aumento de doenças associadas às ondas de calor, associadas à poluição, pois a mesma aumenta com o calor e devido ao aumento das enchentes e inundações crescerá a incidência de doenças causadas por meio hídrico e com a expansão da faixa de ocorrência dos vetores de doenças como a dengue e malária diretamente proporcional ao aumento das temperaturas.
O Prof. Carlos Nobre falou que os países tem ainda muitas resoluções importantes à serem tomadas para que o novo protocolo esteja pronto a tempo de substituir o atual protocolo de Kyoto termina em 2012.